Não se sabe ao certo se é pelo espírito de liberdade e de lutas sociais das décadas passadas, que renasce hoje no contexto atual político-econômico em que estamos inseridos, ou se é apenas pelo desejo de cada vez mais ter itens únicos e exclusivos. O fato é que uma das práticas de tingimento de tecidos mais clássicas de todos os tempos está de volta nas passarelas e nas ruas. Após aparecer em looks como da cantora Beyoncé e em desfiles de grifes como Prada e Stella McCartney não tivemos dúvidas, o Tie-Dye está mais vivo do que nunca.

Feito através de tingimento natural ou sintético, por meio de um processo artesanal ou industrial, o primeiro registro de uma tècnica de tingimento onde partes do tecido eram isoladas para formar um grafismo é do século 8, surgiu no Japão e tinha o nome de “Shibori”. Já na Índia, um antigo procedimento chamado “Andhani”, consistia em fazer pequenos nós no tecido para atingir um efeito semelhante.

Foi só na década de 1960 que passamos a utilizar o termo Tie-dye, que se popularizou nos Estados Unidos e em seguida, em outras partes do mundo. Nessa mesma época, as subculturas começavam a ganhar força dentro do país, assim como as lutas contra racismo, e protestos anti-guerra. A moda sempre foi usada como forma de expressão, desta forma, o espírito de rebeldia e os ideais de liberdade se manifestavam também através das roupas e o tie-dye passou a fazer sentido, principalmente para os hippies.

O movimento hippie foi um comportamento coletivo de contracultura dos anos 1960, eles iam contra o “sistema”. Baseados nos princípios da não-violência e da cooperação, os hippies mais tradicionais costumavam viver em grupos. O movimento era mais forte na Califórnia onde os hippies alugavam casarões antigos, onde moravam até 30 pessoas.

A expressão “hippie” deriva da gíria americana “hip”, que significa “bacana, antenado” e era usada pelos antecessores dos hippies, os beats ( intelectuais rebeldes dos anos 1950), para indicar coisas legais. Lutando contra a Guerra do Vietnã (1954-1975) e a convocação obrigatória, seus ideais pacifistas se espalharam pelo mundo ocidental e foram fundamentais no desenvolvimento da chamada contracultura. O maior canal do movimento foi a música, roqueiros como Jimi Hendrix e os Beatles aderiram ao “paz e amor” e ao experimentalismo psicodélico nas letras e sons. 

Personalidades como Jimi Hendrix e Janis Joplin eram adeptos ao estilo que nos anos 70, foi aos poucos se afastando do status de bandeira política para mergulhar a moda. A combinação de cores tem aquele jeito de coisa caseira e, apesar de colorida, carrega leveza. Saiu do radar nos anos 1980, ressurgiu nos anos 1990 e logo caiu no esquecimento mais uma vez. Agora, o estilo surgiu reinventado, inusitado e sofisticado em moletons, blazers e vestidos nas passarelas e nas ruas.

Agora que já contamos a história do Tie-Dye, separamos o melhor do street style  para você se inspirar e arrasar nos looks.

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Referências: Como viviam os hippies / A volta (e a história) do tie dye

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