Brasília foi invadida pela arte e a cultura durante o último fim de semana. Entre os dias 02 e 04 de agosto, aconteceu no gramado da Funarte a terceira edição do Festival CoMA. O evento contou com apresentação de mais de 60 artistas e conferências com palestras profissionalizantes relacionadas ao circuito musical.

Cada detalhe é pensado para proporcionar a melhor experiência ao visitante. A aura agradável e eclética do festival transpira libertação e profere mensagens de igualdade e respeito. Com várias áreas instagramáveis, o visitantes se jogaram para as fotos, cantaram e se entregaram com as apresentações.

É um pensamento sobre: como é que funcionaria o show de tal pessoa dentro do planetário, como é que funcionaria o show de tal banda no palco principal. É muito conectado a essa experiência.

Diego Marx, organizador do evento

De acordo com Diego, para a escolha das atrações, o CoMA se baseia principalmenteno momento em que a produção musical brasileira se encontra. Grandes nomes da música nacional passaram pelos palcos este ano, como: Maria Gadú, Ney Matogrosso, Liniker e os Caramelows e Fresno.

Contudo, o evento é esperado com ansiedade pelos músicos da cidade. Fora do circuito mainstream, pois fomenta a música independente a fim de fortalecer e capacitar o mercado.  

Empreendedorismo na música

Além das apresentações, a proposta da convenção é também fomentar o empreendedorismo musical durante a Conferência. Foram dois dias de palestras e rodadas de conversa a fim de promover integração entre os artistas.

Para formar um mercado e sobreviver de música, você precisa tê-lo funcionando. Para formar esse mercado, você precisa especializá-lo e mostrar os caminhos do que está acontecendo. É preciso realmente mostrar quais caminhos essas pessoas precisam tomar  e o que precisa acontecer para que você consiga, de fato, criar um mercado saudável, com trocas, com negócios realmente produtivos.

Diego Marx, organizador do evento

Para os músicos que se apresentaram nesta edição este é um ponto positivo. “O Festival CoMA nos ajuda muito profissionalmente. A gente participou de muitas rodadas de negócios e se capacitou como artista, como músico, como produtor, porque sendo independente, a gente tem que fazer tudo”, conta João Dito, baterista da banda Ellefante.

Festival COMA – Foto de Raphael Rangel

Responsabilidade socioambiental 

Todo o projeto foi inspirado no plano Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU). O festival, desde 2017, tem o objetivo de incentivar as boas práticas de inclusão, a valorização da cultura local e redução dos impactos ambientais. 

Entre as ações, a convenção oferece acessibilidade para pessoas com deficiência, além de reinserção social de cidadãos em situação de rua e egressos do sistema prisional. O projeto arquitetônico foi todo pensado para o conforto dos PCDs. E, ainda, espaços exclusivos com visão privilegiada dos espetáculo. Foram disponibilizadas cadeiras de rodas, protetores de ouvidos (para autistas, visando o melhor conforto acústico durante os shows) e protetor solar (para pessoas com albinismo, lúpus entre outras doenças). 

Na praça de alimentação, os cardápios são todos em braille e com opções que atendem intolerantes ao glúten e à lactose. Portadores de ncessidades especiais foram isentos de pagar ingresso ainda com direito a um acompanhante. Além disso, o festival reservou vagas 7% dos postos de trabalho (entre 70 e 100 pessoas) para os PCDs que querem fazer parte dos bastidores do evento.

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